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Tempus a tempus

um espírito próprio dos que vão estando a tempus, in tempus.

Tempus a tempus

um espírito próprio dos que vão estando a tempus, in tempus.

Marabunta na praia

O fenómeno é conhecido noutros países, como no Brasil. Hoje, foi por cá: ajuntam-se aos magotes na praia de Carcavelos e na Marginal e vá de assaltar toda a gente.

"Ai e tal, agente ía à praia e insultaram-nos, pois, pois foi, e vai daí, começamos a guardar coisas dos outros como recordação... quando os senhores da PSP tentaram fazer com que não ficássemos com as recordações, agente defendeu-se deles! pois foi! foi um claro abuso de autoridade deles, pois foi!"

E mesmo que não fossem 500; vá que sejam mais de vinte... e disparar para o ar, não acerta em ninguém - excepto no Alentejo.

Ou vão começar a acenar as bandeiras do racismo?


Não acordem, não! se a moda pega...

Ai era melhor?

Deixou ontem dito o PGR na Assembleia da República, que os dois Procuradores do MP encarregues do processo de investigação de roubo à mão armada durante a qual foi morto um polícia da PJ, fariam melhor se não tivessem cerca de cem processos a seu cargo.

Conclui-se que melhor poderiam ter feito se tivessem um número inferior a sem processos.

Curioso! E o que pensar da situação em que UM POLÍCIA tenha a seu cargo a INVESTIGAÇÃO (investigação real + instrução) de trezentos processos?

Codificações

Parece ser mais forte do que eles: têm de deixar pequenas segredos em jeito de brincadeira em quase tudo o que criam, ou em tudo o que escrevem.

Há um livro de Christopher Paolini sobre um dragão chamado "Eragon".
O autor é (dizem) muito novo para a criatividade que apresenta em ficcção e daí terem apresentado o livro como um sucesso.
Pode bem ser o início de uma grande carreira - ou a sua obra única.

"Eragon", é um nome estranho.
Se for composto de outra forma, fica uma outra verdade (palavra):
"gone era".

Não é a mesma "coisa"

É diferente.

Donde, não é em termos de melhor, nem de pior, que se analisa o livro.
A primeira diferença começa por ser a sua materialização num meio clássico, que foge ao "elitismo dos weblogers" - uma ideia que me foi oferecida (por um recente amigo) no meio de uma ligeira discussão.
O livro alarga a plateia de potenciais partilhadores do bocadinho da vida e dos pensamentos que ali se transcrevem, porque permite a transportabilidade das palavras para uma plateia de gentes bem para fora dos mundos virtuais.

De comum, a incomunicabilidade deste suporte e do antigo blog.

Em relação ao actual, apenas se "perdia" (se é que se perde alguma coisa num mundo onde tudo se transforma) a bidireccionalidade da comunicação, que até é de admitir que em dado momento, nem se quis, mas ainda assim se ofereceu, já recentemente, entregando o texto à possibilidade do comentário.

À possibilidade imediata de intervenção pelo comentário, surge agora a intervenção deferida para um momento indeterminado.

O resto, está lá, fixo e intenso, como era já antes, mas ganhando um novo colorido e interpretação em cada página, em que aquelas palavras são a única fuga possível ao cinzento do dia, primeiro da autora e agora, também dos outros.

Graficamente, o livro corresponde ao conteúdo, isto é, não é a capa (nem a contracapa) que é arrojada. É o projecto e o seu substracto humano.

É seguir o repto:
pagar para ver
Parabéns.

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