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Tempus a tempus

um espírito próprio dos que vão estando a tempus, in tempus.

Tempus a tempus

um espírito próprio dos que vão estando a tempus, in tempus.

Tons eternus

Dry your eyes, and take your song out, it's a newborn afternoon.
If you can't recall the singer, you can still recall the tune.
Dry your eyes and play it slowly, like you're marching off to war;
Sing it like you know he'd want it, like we sang it once before.
…
If it ever be forgotten, sing it long and sing it loud.
…
And come, dry your eyes.
(Neil Diamond)

Há letras que quando se tornam música, ficam para sempre. Jovens. Adequadas ao momento.
A recordar que para elas o tempo nada significa.

Ex-tractus (1)

…
in my mind,
I still need a place to go:
All my changes were there.
Blue. Blue windows behind the stars;
Yellow moon on the rise.
The big birds flying across the sky: they were throwing shadows on our yes.
Leave us: helpless!
...
(Neil Young)

Canterbury Tales

(dito por Michael McClure, tem outra tonalidade…)


“th in the Ram his halve cours yronne,
And smale fowles maken melodye,
That slepen al the nyght with open ye (So priketh hem nature in hir corages),
Thanne longen folk to goon on pilgrimages.
To ferne halwes kouthe in sondry londes and specially from euery shyres ende
Of Engelond to Caunterbury they wende
he holy blisful martir for to seke that hem hath holpen whan ∂at they weere seeke.”

Conspirações (1)

Os blogs (WebLogs) já por aqui andam há um bom par de anos. Mas nem por isso constituem uma nova ferramenta de comunicação na INTERNET.</p>

De facto, os blogs descendem directamente de uma forma de comunicação diferida, mais antiga na “net”, conhecida como “newsgroups”. Os “internautas” mais recentes parecem não ligar muito a esta “text based tool”: perdem-se logo na web, no iRC, no e-mail… e nos blogs, não chegando a tirar partido de uma ferramenta “clássica”, útil, onde, tal como nos blogs, se exprimem opiniões e se discutem temas, em que depois do post há sempre lugar ao comment, por quem quiser.


Trata-se de um importantíssimo repositório de informação. Quando comparados com os blogs, os newsgroups são um parente pobre, apenas de texto, apesar de poderem arrastar consigo ficheiros de diversa natureza, para que possam ser descarregados mais tarde, num qualquer computador local, em qualquer parte do mundo. Mas não são só essas as diferenças. Devido ao impressionante volume de dados, os newsgroups vivem pouco tempo. Permitem sempre um comentário e quem souber, pode mesmo apagar um post que não criou. Ali, “a liberdade de escrever encontra-se com a liberdade de apagar”, escreveu alguém noutro lado, vestígio inegável de um dos traços da chamada “auto-regulação netiana”.


Tal como muitas outras iniciativas na INTERNET, a tentativa do aproveitamento comercial de ferramentas que se tornem populares num curto espaço de tempo, como os blogs, acaba por ser inevitável. Mas para alguns, os blogs constituem uma ameaça e simultaneamente uma nova oportunidade de negócio.


O Sr. William Gates (mais conhecido por “Bill Gates”) e mais algum pessoal da sua companhia, (Joe Wilcox) já estão preocupados. Preocupados porque não têm software que crie blogs. Preocupados, porque os blogs funcionam sem dependência de um sistema operativo em concreto, nem de um browser específico: podemos usar o “netscape” a partir de uma máquina “linux” ou “apple”. Deste modo, os blogs não vendem mais sistemas operativos ou qualquer outro programa da MS, o que na conhecida perspectiva monopolista que caracteriza aquela empresa, “blogs independentes” do software que produz e vende, são um facto arrepiantemente intolerável sempre prontamente combatido.


E neste contexto, o Google assume-se como “concorrente de ideias” e de software. Assalta-nos a dúvida: o que irá a MS fazer, para que com toda a lealdade, interesse pelo consumidor, inovação tecnológica e espírito de sã concorrência, superar o “Google, Inc.”?

Acto de pura inteligência

Muitos já perceberam que a formação na função pública, mormente a superior,
só pode conduzir a bons resultados, mesmo que a longo prazo (fica convidado a reler o post "Da formação e da vontade" de 22 de Maio).

Por ser longo é que importa que a dita formação se inicie o mais cedo possível.
Nos Quadros onde, por mudanças legislativas e não só, da admissão de pessoal com o
12.º ano se passa para uma plataforma de admissão unicamente de licenciados,
é previsível que em consequência aconteçam choques entre o novo e o velho
pessoal (principalmente quando está em causa a progressão nas carreiras) e
que tal se reflicta negativamente nas organizações a curto prazo e de forma virulenta.

Este tipo de convulsões é facilmente confundido com "dores de crescimento"
da própria Instituição, só demasiado tarde se percebendo que nada se evoluiu
e que ao invés, a qualidade decresceu.

Será qualquer coisa, sempre grave, que fica entre o "eu é que sei, que já cá ando..." e "o
licenciado sou eu e agora é assim, porque sim e porque eu é que sei...", como tantas vezes já assisti noutras organizações congéneres.

Nem um nem outro tipo de pensamento têm cabimento na vida económica actual, nem na sociedade actual.
Muito menos quando se alardoa (mal) a adesão à "Sociedade da Informação"
como panaceia para todos os atrasos estruturais.

Aceitando-se que existe um problema latente e percebendo-o, interessa então,
para quem é inteligente, procurar soluções que não se baseiem num mero "há que fazer
algo".
Num cenário como este, estabelecer protocolos de cooperação (nomeadamente com
Universidades Privadas) com vista à formação académica do pessoal efectivo,
ainda que de forma acelerada, é, mais do que regenerar Quadros, contribuir
de forma sólida para a melhoria do desempenho das Funções, de forma imediata
e na justa proporção a que a formação vai acontecendo.

Eu próprio já o tinha defendido, junto da Associação Sindical.

A formação académica tem custos; são de investimento. E dele cabe retorno: pessoal e
funcional. Fica gente de mente aberta; gente mais sábia; mais tolerante; mais informada e melhor preparada.

Melhor organização, que leva a melhor qualidade do trabalho final.

Uma Instituição Pública, qualquer que seja, só pode beneficiar de tal investimento e ficar também ela melhor preparada para servir o cidadão comum, despoletando-se simultaneamente qualquer oportunidade de surgimento dos conflitos organizacionais atrás referidos.

Um Director que promova aquele tipo de protocolo, mais do que pensar nos funcionários, pensa certamente na qualidade acrescida dos seus Serviços e nas vantagens globais que a Organização atingirá e pela mesma via, proporcionará ao cidadão e ao Sistema que serve.
É uma espécie de "teoria da mão invisível", revisitada.

Mas muito mais do que isso, um Director Nacional que promova aquele tipo de
protocolo, revela, sobretudo, um acto de inteligência, de visão e de estratégia.

Incomum.

Salada de tomate

É para desanuviar. Está mais calor e apetece uma salada de tomate.
Medida para uma pessoa.

Prato: de sopa.
Sal: groso. qb.
Azeite: 5 colheres de sopa. Deita-se em fio, por cima do sal.
Do que fica, cobre-se com ervas aromáticas, até formar uma película por cima do azeite.
Deixa-se assim um quarto de hora.
Cebola: uma. Pequena. Em lascas. Convém que não seja doce. Espalha-se em cima do azeite.
Tomate: 1. Grande. Lavado. Cortado em gomos de tamanho diferente, directamente para cima da cebola.
Vinagre: duas colheres de sopa; de vinho branco; ou de maçã. Só de acrescenta, se a cebola for doce.
Deixar ficar pelo menos um quarto de hora.
Misturar bem, mesmo antes de servir.

Bom proveito.

14:14

Não é hora. Também não é uma capicua.
Define o quantum musical da faixa.
Um “oldie” que tem a ver com o tempu que corre e com o dia de hoje.
Pelo menos com o meu.
“Do You Feel Like We Do”, Mr. Peter Frampton. Ritmo contagiante e vivo.
A mistura do "vocal" com a "electrónica instrumental".
Ainda é arrepiante ouvi-lo. Espero que a sensação perdure.

Mesmo que seja um bom solista, a composição do grupo é fundamental.
Frampton toca-a com Bob Mayo. Solos de teclas e de guitarra eléctrica.

Mayo. Teclas e violas, obedeciam cegamente aos seus dedos, que lhes arrancavam sons e flutuações indescritíveis.
Bob Mayo (1951-2004) desaparece aos 52 anos de idade, deixando uma grande carreira e saudades da arte que partilhava, pelo simples facto de tocar.

Fica aqui o meu cumprimento.

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