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Tempus a tempus

um espírito próprio dos que vão estando a tempus, in tempus.

Tempus a tempus

um espírito próprio dos que vão estando a tempus, in tempus.

30
Mai20

sur presa

Tempus

debaixo da presa e sem ser esperado.

estou habituado a ser surpreendido por bons atos; boas decisões; afirmações da palavra e do comportamento.

mas ser surpreeendido por um bom texto, escrito por um 'FunXico' é algo que me deixa 😱 e exposto.

Exposto porque os modernos homens de ciências e de matemáticas, não costumam escorregar para a filosofia e para as preocupações sobre o tempo e o seu decurso.

venham de lá mais surpresas boas da vida sob a forma de textos, que eu leio e integro essa vida na minha.

27
Mai19

memórias tatuadas

Tempus

Não sei bem o que foi que vi, ou como te vi; mas foi algo para além da tua foto composta, alterada, com o teu sorriso lindo e aberto, as ignóbeis orelhas de rato cor de rosa que te acrescentaram com um nariz transformado em pequena azeitona…
Possibilidades das tecnologias que compõem, refinam e ajeitam a realidade à medida do que se quer, se pode, ou se aguenta…
E foi assim que aguentei a dor de não te ter por perto mais vezes: sorrindo da tua figura e cheio de saudade, só, no meio de tanta confusão, desejando que o trabalho acabasse só para poder desfocar.
Mas “faz parte da vida que me coube, sempre soube agradecer”.
Essa intensidade de vida e de franca inexperiência, essa visão típica de quem todas as certezas dessa idade, e a defesa do “argument” pelo argumento de forma seca e dura, certa nos princípios e errada no desenvolvimento, porque intolerante.
Diferenças de personalidade nas desigualdades da vida.
Espero que me encontres aqui e acolá e naquele livro também, até nos sublinhados, nas contas à vida, nas cenas e dicas bem juvenis daquilo que sabemos ser e exercer entre nós e com os outros; nas discussões impossíveis sobre políticas, em que concordamos que temos de discordar a favor do Bem comum.
Meu querido amor. ‘Quero que me encontres a sorrir e a cantar’ daquele modo desajeitado, mas genuíno.
Quero que te orgulhes de mim, que nada te envergonhe e que ninguém nos questione.
A vida escondida debaixo da pele é demasiado original e rica para vir ao de cima como tatuagem. Prefiro que se esborrate e não as partilho. No fim, fica isso mesmo: reviver o que foi vida, nas nossas memórias. São elas que ficam enquanto vamos ficando.
‘E quando chegar o dia de partir, encontra-me a sorrir, encontra-me a cantar’ como o fizemos naquelas voltas de carro malucas, som alto e grito à janela “nós! nós! nós somos todos... totós!”.

Mas bons totós...

21
Out18

tintos e brancos

Tempus

"provas a vida nesse vinho

provas a independência

que vem por vezes em solidão

provas nesse vinho

a vinha de uma vida

bebe a vida

bebe-a toda

tinta de sabor e branca de amor

brinda

a ti e a nós

à vida e à prova que a via é

que eu brindo a ti

e ao amor que vos tenho"

 

in Provas dos Nove

2018 e mais

 

16
Out18

po ê ma

Tempus

 

"Vejo tudo daqui
Os vales
O horizonte
Até o meu vento nas folhas do teu cabeço


Sinto tudo daqui
Saudades e arrependimentos
Escolhas abraços e silêncios
Medos de amores (porque amar é castigo
Que a quase todos é infligido


E só alguns dele não padecem)


Lembro de tudo daqui
Dos trilhos e carroças aos pares
Barragens tendas e praias
Latidos meigoscores vozes e acenos
Que  por querer se não esquecem
Mas que o tempo insiste em apagar"

 

in "tempus fugit"

ed. autor

17
Jun18

mud anças

Tempus

a imperfeição chegou, como sempre, no desajuste entre o ciclo político e o ciclo organizacional. um ciclo organizacional só é típico se seguir a via da construção e mudança no tempo; quando factores externos interferem, torna-se atípico.

encontro-me com o homem, de tiradas aparentemente fáceis;

o problema é quando pensamos um pouco sobre o que noz diz, sobre o que transmite na resposta e a que não é estranho o comportamento corporal.

a franqueza e a cumplicidade sedimentada numa salutar cumplicidade, de há anos, permitem-me uma abordagem directa; observo-lhe "andas muito mais sorridente...".

"deve ser o sentimento de ininputabilidade que sinto desde que aceitei..." - responde; mas com um sorriso aberto, que lhe iluminou a compustura.

amanhã é o primeiro dia do resto dos nossos dias.

vamos ver o que o futuro trás, e o que o esforço nos permite alcançar.

 

01
Abr18

sol e dão

Tempus

Por vezes, eram os gritos abafados pelo desgosto que impediam que da dor interior saísse um pensamento escorreito
A primeira vez que percebeu o que sentia (aquela imensa solidão, vazio, profunda e dolorosa existência, estado de abandono, tristeza) estava na parte final de um barulhento e animado jantar de amigos de longa data, onde, para além da idade, a afinidade social, económica, a par da base cultural, eram um grande denominador comum.
Isso, só acentuava o calmo desalinho em que se encontrava com os que ali estavam, e com os diferentes círculos de vivência que mais lhe tocavam nas horas e dias que, ultimamente, passavam a correr, ou não passavam de todo, presas num tédio congelante da alma, inativador do querer e inibidor da ação; qualquer acção de preservação.
Ficava assim suspenso numa vida de dor interior, antítese da felicidade, prelúdio do desamor.

A terceira pessoa na escrita, passava lentamente à primeira pessoa verbalizada no dia a dia, principalmente nos chamados "dias de festa" que, para ele, não eram dias e seguramente, não eram de festa.

Os convidados, não eram dele.

A música não era a dele e até pediam (mais uma vez) para "baixar o volume", uma das formas delicadas de lhe dizerem para a retirarem totalmente....

As conversas não eram dele nem o conseguiam envolver.

E à socapa, um após outra figura masculina, procuravam-no e pediam-lhe conselho, como se fosse o patriarca - e nem nisso a idade lho conferia.

Desvalores da solidão em que encontrava.

Fado que lhe enchia a alma, embargava a voz e destruía a perspectiva de vida.

31
Jan17

a dor no

Tempus

é assim como um estar aqui, mas estar ali também.

as imperfeições do ser acumulam-se, e dão origem ao somatório de intolerãncias, que avoluma e cresce.

fingir que se não percebe, não é um sinónimo de se procurar o entendimento, mas sim o desacreditar em mudança, em algo que devia ser bom mas não é.

persiste-se num 'semper paratum' que a qualquer momento resvala para a disrupção.

de um lado os lutos mal resolvidos, do outro as manhosices que permitem o ir-se safando, ou fazendo o que se quer, sem a menor preocupação pelo esforço físico e psicológico de terceiros - as verdadeiras traves mestras.

de instituição tenebrosa a amálgama de indiferenças infividuais, somadas por anos e anos de sobrevivência emocional no limite, isto é, entre o menos e o zero, nada do que parecia, o é hoje, e nada do que deveria ser o é, e nada parece ser o que é.

uma vida cheia de nada, um esforço de sustentação hercúleo a todos os níveis.

dos 3/3 que nos compõem (realização profissional, parte emocional, realização intelectual) já é mau quando um sucumbe com barulho; quando dois não funcionam, passa-se do nível de alerta para o de alarme.

se desaparecem os 3 componetes, o mundo gira, a vida transforma-se, e o cíclo da vida recomeça - ou o recipiente da vida apaga-se.

só que cada vez que tal sucede, o vigor é menor; a beleza das situações esbate-se num murmúrio de arrependimento, e a sabedoria é posta em causa.

peça de adorno, tolerável pela necessidade.

já nem o hino nos une.

que pena.

21
Dez16

voces dois...

Tempus

adoro essa tua característica que te acompanha desde menino: a seriedade; nunca vem só; nunca a trazes sozinha: vem sempre com a meiguice, bondade, humor.

tens um abraço fenomenal; pleno; de entrega; de querer sentir.

tens um sorriso admirável, porque reflecte tudo isso.

 

tu: adoro a tua meiguice. os afectos em forma de ronronar. quando te tornas brusco, fazes uma cara engraçada de auto-admiração: surpreendes-te por ser brutinho; significa que não és: apenas te distrais e deixas sair um génio à espera de ser amaciado.

 

o vosso conceito de família una, é admirável.

a forma como conseguiram conviver com as regras das nações apartadas e afirmarem-se, uma lição.

vocês são dois seres maravilhosos, que, espero, melhorem sempre e em todos os aspectos.

peço-vos: sejam melhor que eu, em tudo.

fico um pai feliz.

 

 

19
Dez16

dor e sentimento: origem da estagnação evolutiva

Tempus

há motivos para se ser o humano na raça que conhecemos.

 

Deus e os bons espíritos determinaram que nesta fase da evolução, o Homem não pudesse comunicar telepaticamente, como forma de protecção do dano causado: o sentimento.

 

só quando o sentimento for varrido do Ser, se poderá ascender a outras formas de comunhão e de concorrência de vida.

 

foi a maneira que tiveram de nos poupar ao desgosto, de sabermos o que aquela pessoa pensa de nós, ou o companheiro nos trai (e com quem) ou o que lhes vai de dor na alma, passando esse sentimento a fazer parte de nós.

 

paralelamente: nada como o fantasma da morte para nos sentirmos vivos.

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