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Tempus a tempus

um espírito próprio dos que vão estando a tempus, in tempus.

Tempus a tempus

um espírito próprio dos que vão estando a tempus, in tempus.

re mota

como as memórias. não era o som da bátega, bem o odor a relvas verdes. era a forma como a luz deixava que se percebessem as gotas a bater na tijoleira gasta pelo pisar e queimada pelo sol. tudo através do vidro grande da porta. era o sentimento exterior de calma e de natural, a cair no resultado industrial, alarmante, opressor e enervante que trazia em si e em cima dos ombros, como um fardo, um jugo, um aperto que crescia e ia vergando a alegria até a um desprazer constante, que se revelava na inquietação e na impaciência. um peso daqueles em que apetece deitar tudo fora e começar de novo. ficar acordado é lutar pela vida. o país, não é mau. as gentes, algumas, muitas, são-no frequentemente. este escrito aparece impresso como memória. são memórias relançadas. a terceira vez na vida de uns e de alguns outros. "Ó gente da minha terra Agora é que eu percebi Esta tristeza que trago Foi de vós que recebi" como as memórias que ficam são as mesmas, repetidas, deve ser assim, o povo no pouco que sou.