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Tempus a tempus

um espírito próprio dos que vão estando a tempus, in tempus.

Tempus a tempus

um espírito próprio dos que vão estando a tempus, in tempus.

Decisões ímpares.

Perplexos, tentam encontrar explicações que aclararem a estranheza da opção pelo fim de vida que alguém próximo decidiu escolher. É uma reacção normal e necessária à própria estabilidade, que fica entre a necessidade de dizerem perante si mesmos que não viram nada de mal, de estranho, de invulgar, que lhes conferisse a obrigação de reparar em sinais, em apelos dissimulados e por vezes, em comportamentos expressos, dediquem estava prestes a abdicar da vida.
Expiação de culpas que não existem e preocupações agora centradas no "porquê". Quanto mais a ausência de razões, mais as mesmas parecem misteriosas.
Desespero e dor lancinante, insuportável, desilusão inultrapassável, são componentes desse turbilhão que arremata a fé num futuro melhor, bloqueia a tentativa de comunicação expressa e deixa entrar o vazio próprio da atracão pelo abismo.
Pena não ter podido ajudar a reagir. Pena não ter podido motivar. Pena não ter podido salvar.

Paz à sua alma.