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Tempus a tempus

um espírito próprio dos que vão estando a tempus, in tempus.

Tempus a tempus

um espírito próprio dos que vão estando a tempus, in tempus.

ritmus

a sala não chega para os desajeitados dançarinos que vibram tanto como as cordas da "fender"que ouvem.
a alegria do corpo nem corresponde de forma total à do espírito, mas o que interessa são "as boas vibes".
sou supreendido com os últimos interesses de um deles - a sativa.
pergunto-lhe porquê. porque quer estudar as coisas da vida - diz sério.
triste por ser tarde e não poder sair, diz-me que as flores na sala ainda estão bonitas.
a observação crítica é sobre as folhas e não sobre a flor em si. diz-me que estão verdes mas tristes.
à pergunta se devemos mudar as flores, respondo que é melhor mudar o dia. amanhã é outro e há-de ser melhor - digo-lhe com a máxima convicção possível.
"meu querido pinóquio" é a resposta com um sorriso franco e agradecido.
admiro-me sempre que aquele pequeno rosto olha assim para mim; senhorzinho;
como a expressão dele, hoje, no tapete, sem cuidar dos 34 anos e dos
50 kgs de diferença, me tenta projectar à ordem do mestre. tive por adequado não lhe facilitar a vida.
sobe-lhe melhor a vitória.
"hei-de ser como tu" - diz-me.
- espero que sejas melhor que eu;
- em quê?
- em tudo.
sorriso lindo, menino mestre, suor em bica.
em casa, já não se dança. mas a música é a mesma. de sempre. apenas o ritmo é outro.
como o amanhã.
demasiado cansados e doridos, por motivos diferentes, ensaia-se o aconchego no chocolate quente, os três a olharem-se em silêncio. comunhão sentida. missa da noite. projecto de novo dia, colinas sem vento, mar sem ondas.

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