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Tempus a tempus

um espírito próprio dos que vão estando a tempus, in tempus.

Tempus a tempus

um espírito próprio dos que vão estando a tempus, in tempus.

a sair!

- e então?
- então... então o quê?!?
- acabaste por não almoçar connosco...
- pois não... fui ao meu sítio.
- dos pinguins?
- sim.
- estavam lá?
- não. estava só eu e uma luz intensa, calma, linda, amiga e uma ventania refrescante.
- então, estava frio.
- ali, nenhum.
- pois, por acaso, o dia abriu. onde é que é isso?
- perto do mar.
- vens... vens bem! vais para casa?
- agora, sim. já posso ir. já vi o que queria.
- o mar?
- sim.
- estava cinzento?
- não; estava pardo-verdoso, imenso, constante, num leve movimento enrolado, o que dava um sentimento de íntimidade.
- o mar assim?
- era da luz... estava no ângulo certo.
- então, estava maravilhoso!
- sim. absolutamente. acabas com as perguntas?
- sim.
- e com esse sorriso?
- sim.
- queres que me cale?
- sim.
- então o que vai ser?
- o costume, Vasco.
- a sair! E eu, sou o Miguel.
- pois... claro que és...
- estava só a entrar!

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