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Tempus a tempus

um espírito próprio dos que vão estando a tempus, in tempus.

Tempus a tempus

um espírito próprio dos que vão estando a tempus, in tempus.

momentus

doze. 12 meses. em doze meses, uma noite memorável. ou seja, digna de registo. gente gira, atitude, boa figura, dois dedos de testa. falar de estratégia não é o mesmo que ser estratega. lembrou-me o poeta: "se houvesse quem me ensinára, quem aprendia, era eu." sem falsas modéstias, fazer uma prelecção informal de três horas e meia sobre o rumo a dar a uma qualquer entidade europeia, é gratificante.

de lá, dá distante pátria, pedem-me ajuda: em menos de 1 hora, sintetizar 3 anos de actividade funcional, académica, visionária.

no nosso país, a política podre, abjecta, inquinações, venenosa e pequenina, acaba sempre por triunfar, porque quem dirige é enganado por quem controla.

politicas de merda, por gente merdosa e medrosa.

aqui, estou bem. tenho o que preciso: tempo de trabalho, tempo de pensar, tempo de escrever, tempo de me viver. sentir-me, de novo, útil e vivo. amanhã, regresso. espera-me a outra via, a outra vida, de merda. como me dizem alguns dos meus amigos, "é a vida".

oda y germinaciones

"[...] el pan recién nacido:

ay todo de tu piel vuelve a mi boca,

vulve a mi corazón, vuelve a mi cuerpo,

y vuelvo ser contigo la tierra que tú eres:

eres em mí profunda primavera:

vuelvo a saber en ti cómo germino."

Neruda

taime trévale

revisitado 2007.

guerras por escrito.

dicas.

contra-dicas.

um registo do tempo decorrido, de lá até cá, com cisões,

curvas, situações,

mentes tortuosas...

aquém da paz e além do remoínho tempestuoso

aqui a caminho do devir

incerto por natureza das coisas.

olhar os elos

"querer.

um livro.

autografado.

 

uma acto interno,

de vontade,

de retenção, mais para si do que para quem o dá,

de e num momento

sinal de eventual intenção

implícita

de leitura

de assimilar de terceiros, acompanhá-los em momento de criação

de 'ex pressão',

ideias, cores, sentimentos, defesas, vidas, e muitíssimos outros

momentos.

 

a gaiata, miúda, prógótica,

as botirrafas proeminetes

pretas

cruzadas com elegância

deixando a hipóteses de lá dentro viverem pés

finos, como ela,

estacanda à montra,

fixada

olhando a maqueta de Sto. António casamenteiro

deixando que a sua imobilidade se contraste com a fantasia adivinhada

da alva noiva que ela quer ser...

 

as multidões sem som

semi-paradas,

magotes ao longe, em torno da Torre,

nuvem de cores em movimento

mancha super garrida pelas imensas t-shirts

a salpicar tudo entre o enorme verde da relva e o azul do rio

 

tudo momentos - o elo de ligação,

separados em si, contínuos num trajecto,

prova de existência desses momentos

que sou eu,

aqui,

agora,

em escrito."