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Tempus a tempus

um espírito próprio dos que vão estando a tempus, in tempus.

Tempus a tempus

um espírito próprio dos que vão estando a tempus, in tempus.

leis imortais

"A pessoa que provoca um desequilíbrio na ordem cósmica é a única que pode restaurá-la."

 

Correspondência;

Fluidez;

Afinidade.

 

Esta é a "santa trindade" das leis que compõem a Lei Universal do Amor, encarregue de capacitar a transitoriedade da alma, as vezes que forem necessárias, por várias vidas e corpos, até que duas delas, gémeas, se encontrem; estas, e só estas, se encontram.

 

Um determinismo espiritual que aponta o tempo, a dor, a maldade e a benfeitoria como partes de um todo, que coloca mais ou menos escolhos nessa demanda ideal de uma alma que busca outra, conforme a valor qualitativo da prestação do portador da alma em cada uma das vidas vividas.

 

As conclusões são interessantes:

- o amor é real;

- é imortal;

- as almas gémeas existem para alcançá-lo;

- é uma questão de tempo até se encontrarem;

- a vida da alma está condenada a encontrar a felicidade total.

 

Este determinismo das Leis do Amor, opõe-se à fé oca, à desilusão e ao sofrimento da procura, por várias vidas, onde os "desarrumadores" de sentimentos ganham oportunidades de rearranjarem o caos que criam.

 

O fim do caminho coincide com o feliz encontro físico das almas certas e todos vivem, finalmente, juntos e em paz: deuses e Homens unidos na luz da felicidade suprema.

 

Esquivel, "A Lei do Amor".

 

Japan roots

Um ácer desojo
Bonsai
Passa de árvore a símbolo
Nesse teu abraço
De olhos fechados
Coração
Despojo
Pega de estaca
Pó de enraizamento
Como o meu amor por vós
Podado para crescer
Criado num prato de xisto

Tempus fugit

É na ausência desse momento,
De entrada pela minha porta,
É por não ver esse teu sorriso,
Descendo a escadas,
Subindo o humor,
Que melhor percebo a expressão
Saudade.

Decisões ímpares.

Perplexos, tentam encontrar explicações que aclararem a estranheza da opção pelo fim de vida que alguém próximo decidiu escolher. É uma reacção normal e necessária à própria estabilidade, que fica entre a necessidade de dizerem perante si mesmos que não viram nada de mal, de estranho, de invulgar, que lhes conferisse a obrigação de reparar em sinais, em apelos dissimulados e por vezes, em comportamentos expressos, dediquem estava prestes a abdicar da vida.
Expiação de culpas que não existem e preocupações agora centradas no "porquê". Quanto mais a ausência de razões, mais as mesmas parecem misteriosas.
Desespero e dor lancinante, insuportável, desilusão inultrapassável, são componentes desse turbilhão que arremata a fé num futuro melhor, bloqueia a tentativa de comunicação expressa e deixa entrar o vazio próprio da atracão pelo abismo.
Pena não ter podido ajudar a reagir. Pena não ter podido motivar. Pena não ter podido salvar.

Paz à sua alma.

olhares

é assim quer se cresça, quer não.

as pessoas, quando morrem, "vão para o céu";

os cavalinhos, "para o campo".

 

é imaginá-los todos, num lindo e infinito pasto verde,

searas penteadas pelo vento, como as crinas soltas no ar

pelo galope...

And Death Shall Have No Dominion

"And death shall have no dominion.
Dead man naked they shall be one
With the man in the wind and the west moon;
When their bones are picked clean and the clean bones gone,
They shall have stars at elbow and foot;
Though they go mad they shall be sane,
Though they sink through the sea they shall rise again;
Though lovers be lost love shall not;
And death shall have no dominion.

And death shall have no dominion.
Under the windings of the sea
They lying long shall not die windily;
Twisting on racks when sinews give way,
Strapped to a wheel, yet they shall not break;
Faith in their hands shall snap in two,
And the unicorn evils run them through;
Split all ends up they shan't crack;
And death shall have no dominion.

And death shall have no dominion.
No more may gulls cry at their ears
Or waves break loud on the seashores;
Where blew a flower may a flower no more
Lift its head to the blows of the rain;
Though they be mad and dead as nails,
Heads of the characters hammer through daisies;
Break in the sun till the sun breaks down,
And death shall have no dominion."


Thomas, Dylon.