Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Tempus a tempus

um espírito próprio dos que vão estando a tempus, in tempus.

Tempus a tempus

um espírito próprio dos que vão estando a tempus, in tempus.

sine tempus

ahhhhh!

meio louco no tempo que corre, que louco é dizer arritmia, desproporção, extremismo  entre vazio e cheio e depois, esse cansaço que vem do fundo da Primavera feita Outono antecipado pelo que havia de ser feito, ser tido, ter sido, ter amado... dor aguda, funda, bem no centro das ideias.

tempos frios estes, insanos, onde a lógica foi sobreposta ao sentimento só para afirmar qualquer coisa de inexoravel, tudo sob o aplauso do incauto da alma perdida;

isso que se sente nem é uma falta de caminho quando se quer andar; é antes a ausência daquele tónus a que chamam de "vital".

músculos sem força. ideia fraca num coração forte. contradições da vida.

a ideia de pessoa, de que a memória guarda imagem e insiste que a mostra seja tão real como a forma da névoa num pesadelo - quem disse que os sonhos não são a cores?.

empate tácito este, o de não se saber quem se é e de não se saber quem é quem e quanto. ausência de tudo, no nada, em dose diária.

e sempre aquela sensação interna, como que na origem de tudo, que não se sabe (sequer e se quer e) se há-de ser um sentimento ou a absoluta ausência dele, ou daquilo que, devagar, se toma consciência nunca ter tido.

atrapalhação dos espíritos que tornam descartável a pessoa e o pouco que se vale, que o mesmo é dizer nada.

fim.

imag inem

a expressão contêm em si algo de imagem.
então, "percepcionem esta imagem".
 
imaginem alguém alguém cansado de políticas sem justiça, de justiça sem política criminal e a ver escapar entre os dedos a hipótese de contribuir para "a unidade do sistema jurídico";
imaginem que se rabisca em menos de trinta minutos e em meia dúzia de páginas um parecer jurídico.

imaginem que a fundamentação é de tal ordem, que analisada por varios doutores, estremecem com as consequências desse parecer.

imaginem que o Estado podia ser processado por milhares de pessoas, desde 19 de Agosto de 2004.

imaginem, que muitas centenas de processos, teriam de ser arquivados; e muitos julgamentos anulados; e que a responsabilidade política de tal era intoleravelmente alta;

imaginem, que convidam o subscritor do parecer a retirá-lo e ele responde "a mim ninguém me cala"; e imaginem que o faz por um ideal, por um determinado sentido de dever, e porque acredita que o não deve fazer - ceder;

imaginem que vem à baila a carreira, descarreira, o custo social e se responde: dura lex, sed lex.

imaginem.


quid juris?